A semana começou com três modelos de fronteira disputando preço. Mas o que mais me fez pensar foi uma ferramenta de automação. Abro a edição por ela e deixo os modelos no radar, logo abaixo.

Quem trabalha com produto aprende cedo que a pergunta mais cara não é “dá para fazer com IA?”. É “precisa ser IA aqui?”.

Essa dúvida voltou com a nova experiência de Agents do n8n, ainda em Preview. A apresentação oficial do n8n descreve uma distinção que muita gente trata como sinônimo: workflow e agente.

Workflow ou agente: qual problema cada um resolve?

Workflow é um caminho fixo. Você desenha cada passo, sabe o que entra e o que sai e consegue explicar o resultado para qualquer auditor. Agente trabalha de outro jeito: recebe um pedido aberto, escolhe quais ferramentas usar, pode chamar workflows, mantém memória e pode rodar por agenda ou pelo Slack.

O que me chamou atenção foi o cuidado com custo e controle. Um turno do agente conta como uma execução, e ferramentas sensíveis podem exigir aprovação humana antes de uma ação importante acontecer. Isso é produto bem pensado: autonomia com freio de mão. Esses limites também fazem parte da governança de IA e da operação de agentes em produção.

Na prática, a conversa de roadmap fica mais madura. Tarefa repetitiva e previsível continua sendo workflow: é barato e fácil de monitorar. Agente entra onde existe ambiguidade de verdade, o pedido muda a cada vez e o valor está em decidir o caminho.

Para quem está em produto, essa distinção vira critério de priorização. Cada agente a mais traz custo de modelo, risco de comportamento inesperado e mais uma coisa para explicar ao time de compliance. Por isso, acompanhar custos de agentes de IA é parte da decisão. Cada workflow bem feito é ganho de escala sem drama. É uma escolha de produto que cabe na gestão de produtos com IA.

Sou muito otimista com agentes e acredito que vão ocupar um espaço enorme nos próximos anos. Mas o PM que sabe quando não usar um agente vai entregar mais valor do que quem coloca um em tudo.

Para ver os detalhes de custo e controle do lançamento, deixo a leitura completa.

O resto do radar

  • GPT-6.1 Sol — quase no nível do Astra por um quinto do preço, o que muda a conta de custo por feature e a escolha de modelo no roadmap. Veja a notícia.
  • Claude Sonnet 5.5 — mais rápido e eficiente em tokens pelo mesmo preço, o que amplia o que cabe em features interativas e agentes. Leia a cobertura.
  • Gemini 4 Argon — rollout fechado e preço promocional indicam que acesso e custo ainda podem mudar; vale planejar sem depender dele. Leia a notícia.
  • Strata — inferência local compatível com APIs da OpenAI e da Anthropic abre opções de privacidade e custo zero por token em protótipos e dados sensíveis. Acesse o projeto.
  • SCM — busca multimodal em fotos e vídeos sem nuvem nem conta, boa referência de UX e de posicionamento com privacidade como diferencial. Acesse o projeto.

Fico por aqui. Amanhã tem mais.