Hoje teve gente cortando custo de IA pela metade e gente sendo processado por roubar segredo dela. É meio resumo perfeito da fase que estamos vivendo: tudo anda rápido, inclusive as brigas.

Essa semana a OpenAI lançou a família GPT-5.6, e o detalhe que mais me chamou atenção não foi o modelo em si. Foi o número: parceiros como Notion, Figma e Cursor já reportam queda de 20 a 60% no custo por token.

Isso muda uma conta que todo PM de produto de IA carrega na cabeça.

Durante muito tempo, feature com IA embutida era sinônimo de custo alto de rodar em produção. Isso limitava o que dava para colocar no roadmap, principalmente em produtos financeiros, onde margem é apertada e volume é grande.

Quando o custo por token despenca desse jeito, o cálculo muda de figura. Um agente que ajuda o cliente a entender uma antecipação de recebível, ou que resume uma operação de crédito estruturado em linguagem simples, deixa de ser luxo caro e vira algo viável em escala.

Do lado de produto em crédito, é exatamente esse tipo de conta que decide se uma ideia sai do papel. Não é só “dá para fazer com IA”. É “dá para fazer com IA no volume que o negócio precisa, sem o custo virar problema”.

O modelo também trouxe um modo que coordena múltiplos agentes trabalhando em paralelo, o que abre espaço para automações mais complexas, não só respostas pontuais.

Fico animado com esse tipo de avanço porque ele empurra a fronteira do que é economicamente viável automatizar, especialmente em processos estruturados como os que sustentam recebíveis e crédito. E quanto mais barato fica construir bem, mais espaço sobra para pensar em experiência e não só em custo.

Para quem quiser conferir os detalhes do lançamento, deixo o link aqui: Ler mais

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Foi um dia de muita notícia e pouco tempo parado. Até amanhã.