Separei bastante lançamento de modelo no radar de hoje, mas o que prendeu minha atenção foi outra coisa: o momento em que o agente de IA para de responder pergunta e passa a planejar o próprio processo de trabalho. É por aí que eu quero começar.
Tem uma pergunta que eu me faço direto, do lado de produto em crédito: até onde dá pra delegar trabalho de verdade para um agente de IA, sem virar só um assistente de brainstorm.
A Anthropic acabou de lançar os “dynamic workflows” no Claude Code. Na prática, o próprio Claude passa a escrever os scripts de orquestração que colocam dezenas, às vezes centenas, de subagentes trabalhando em paralelo numa mesma sessão, e ainda revisa o próprio trabalho antes de entregar. Já usaram isso para auditoria de bugs, otimização de código e migração em larga escala; um caso chegou a portar cerca de 750 mil linhas em 11 dias.
O que me chama atenção não é o número de linhas. É a mudança de papel. Antes o agente respondia uma pergunta de cada vez. Agora ele planeja o próprio processo de trabalho e distribui tarefas para si mesmo, quase como um time.
Isso mexe direto com escopo de roadmap. Migração, automação de esteira, conciliação de recebíveis, tudo que hoje é projeto de meses porque exige gente revisando linha a linha começa a virar tarefa de dias, com humano entrando só na validação final.
Não é sobre tirar gente do processo. É sobre onde o humano entra: menos na execução repetitiva, mais na decisão de risco e no julgamento do que realmente importa. Para produto financeiro isso é oportunidade, mas também exige desenhar com cuidado onde fica o ponto de aprovação humana.
Para quem quiser entender o lançamento com mais detalhe, o link da matéria está aqui.
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Foi um dia cheio de lançamento e pouco consenso sobre onde isso tudo vai parar. Sigo acompanhando e trago mais amanhã.