Termo cunhado pela Gartner para descrever produtos vendidos como "agentes de IA" que na prática são apenas lógica condicional (if/else) com uma camada superficial de LLM.


Explicação detalhada

Agent washing é o equivalente de IA ao "greenwashing": produtos que se vendem como agentes autônomos de inteligência artificial mas que, na prática, são sistemas determinísticos tradicionais com uma interface de LLM por cima. A Gartner cunhou o termo para alertar compradores corporativos sobre o risco de investir em "agentes" que não têm capacidade real de decisão autônoma, iteração sobre objetivos ou uso de múltiplas ferramentas. Para product managers, o agent washing é um sinal de alerta na due diligence de fornecedores e na comunicação do próprio produto: vender como "agente" algo que é automação tradicional pode gerar expectativa não cumprida e erodir confiança.

Como usar na decisão de produto

Na decisão de produto, use agent washing como teste de honestidade da proposta. Peça evidência de autonomia, memória, uso de ferramentas e recuperação após erro. Compare o fluxo declarado com logs reais e identifique onde regras determinísticas fazem o trabalho. A métrica não é quantas vezes a palavra agente aparece, mas quantas etapas o sistema conclui com qualidade, limites claros e intervenção humana conhecida. Se o produto não sustenta essa evidência, descreva-o como automação assistida.